A ANEABRB, maior acionista minoritária do BRB – Banco de Brasília, detentora de 13,30% das ações ordinárias, vem a público esclarecer informações divulgadas em vídeo tornado público em 29 de janeiro de 2026, no qual um ex-dirigente do Banco afirma que a ANEABRB e seus representantes teriam adotado uma suposta “política de votar contra tudo” nas instâncias de decisão do BRB.
Essa afirmação não corresponde à realidade, não encontra respaldo nos registros oficiais e distorce o papel técnico e institucional exercido pela ANEABRB ao longo dos últimos anos.
Desde sempre, a atuação da ANEABRB foi técnica, responsável e orientada pelo interesse do próprio banco, com análise caso a caso das matérias submetidas à Diretoria, aos Conselhos, aos Comitês e às Assembleias, à luz da sustentabilidade econômico-financeira, da boa governança e da perenidade do BRB.
Em especial, a ANEABRB manifestou oposição técnica e fundamentada à adoção e à ampliação, como modelo recorrente de negócio, de operações de compra e venda de carteiras de crédito.
Essa oposição nunca foi automática ou ideológica. Ela decorreu de uma avaliação objetiva de que o BRB não possuía estrutura compatível com a complexidade desse tipo de operação.
Ainda assim, a prática foi introduzida e expandida, substituindo uma estratégia de capitalização sólida e de longo prazo, por soluções de curto prazo, o que sacrificou resultados sustentáveis, elevou riscos, comprometeu a previsibilidade e a qualidade do desempenho do Banco.
Essas posições técnicas foram reiteradamente apresentadas pelos canais próprios do banco, de forma fundamentada, registrada e responsável, e foram sistematicamente ignoradas no processo decisório.
A ANEABRB sempre atuou com cautela institucional, evitando expor publicamente o Banco. Quando entendeu necessário comunicar fatos a órgãos públicos, o fez de maneira técnica, responsável e dentro dos limites legais, alertando para situações que, em seu entendimento, contrariavam o interesse do próprio BRB, justamente para prevenir danos maiores.
É preciso afirmar com clareza: se os alertas e votos técnicos dos acionistas minoritários e seus representantes tivessem sido considerados ao longo desses anos, teriam sido mitigados riscos relevantes que hoje se materializaram em questionamentos recorrentes por parte de órgãos de controle e do sistema de justiça, com impactos diretos sobre a reputação institucional do BRB.
Os votos contrários da ANEABRB não fragilizaram o Banco. Ao contrário, buscaram funcionar como mecanismo de contenção institucional, diante de decisões que extrapolavam a capacidade operacional real do BRB e elevavam riscos incompatíveis com sua estrutura.
Reiteramos, por fim, que a ANEABRB não é entidade partidária e não atua por motivação política. Somos defensores institucionais do BRB, do seu corpo funcional, da sua governança, da sua credibilidade e do seu valor no longo prazo. Questionar, alertar e, se necessário, divergir, sempre foi — e continuará sendo — parte do nosso dever fiduciário como acionista relevante e responsável. Nossa atuação nesse sentido é inegociável e sempre será pautada na defesa do BRB enquanto banco público, perene e socialmente responsável.
Brasília, 30 de janeiro de 2026.
ANEABRB – Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do BRB

